contas da união Base

Governo Central do Brasil · 2025

Em 2025, a conta fechou no vermelho em R$ 951 bi.

O governo arrecadou muito, repassou uma parte, gastou mais do que sobrou e ainda pagou juros. Antes de discutir soluções, entenda os números.

Role para ver para onde vai cada real
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Os números

De onde vem e para onde vai o dinheiro público.

Mude o ano para ver como a conta mudou desde 2002. Toque nos fluxos para ver cada valor.

2002201020182025
Valores
Arrecadação total

Antes da repartição de receitas

Repasses de receitas

Repartição com estados e municípios

Gasto primário

Despesas sem os juros da dívida

Resultado primário

Entradas e saídas 2025

ReceitasDespesasDiscricionáriasRepasses
R$ bilhões correntes · janeiro a dezembroPasse o cursor ou toque nos fluxos
Deslize para acompanhar o fluxo completo →
Fluxo de receitas e despesasA largura de cada fluxo representa seu valor. Uma tabela acessível com os mesmos dados está disponível abaixo.
Receita não arrecadadaEstimativa

Renúncias fiscais

Fora do gasto primário

Juros nominais

Juros do Governo Central, apropriados por competência pelo Banco Central.

Resultado com juros

Resultado nominal

Primário do Banco Central menos juros. A apuração difere da usada no fluxo acima.

Os números por trás do fluxo Tabela do ano selecionado
Valores do ano
CategoriaValor · R$ biParticipação

E agora?

Quer saber como os grandes políticos e pensadores resolveriam a situação atual?

Eles discordam em quase tudo. Antes de ouvir cada um, veja onde eles estão no mapa das ideias.

Ver o mapa
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O mapa · Political compass

Esquerda e direita
é só metade do mapa.

A régua esquerda–direita mede uma coisa só: quanto o Estado deve mandar na economia. Ela não diz nada sobre quanto o Estado deve mandar na sua vida.

O political compass acrescenta um segundo eixo. Na horizontal fica a economia: à esquerda, o Estado planeja e redistribui; à direita, o mercado decide. Na vertical fica o poder: em cima, autoridade e Estado forte; embaixo, liberdade individual e poder descentralizado.

Na régua comum, Vargas e Mujica são “esquerda”. Mas Vargas fechou o Congresso em 1937, e Mujica, preso pela ditadura uruguaia, governou ampliando direitos civis. Thatcher e um anarcocapitalista são “direita”. Ela usou a força do Estado contra greves; ele quer abolir o Estado. Mesma direção, mundos opostos.

Repare também que a viabilidade cai nos cantos: quanto mais longe do centro, mais as propostas dependem de PEC ou batem em cláusula pétrea.

As posições são uma leitura editorial aproximada, não uma medida. A ideia vem do Nolan Chart (1969) e foi popularizada pelo site Political Compass em 2001.

Escola econômicaPolítico
Passe o cursor ou toque num ponto. Clique para abrir o plano.

Cada ponto tem um plano

Agora coloque cada um no comando do Brasil de 2025.

Os mesmos números, teses diferentes. Veja o diagnóstico, o que cada um faria e se o Congresso deixaria.

Ver as saídas
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As saídas · Simulação com dados de 2025

E se eles governassem
o Brasil hoje?

Todos começam do mesmo ponto: estes cinco números. Cada um propõe o que faria, dentro do que o Congresso, a Constituição e o STF permitem.

As regras do jogo Quem precisa aprovar o quê
  • Executivo Decreto, portaria, gestão ou decisão do Conselho Monetário Nacional. Medida provisória vale 120 dias até o Congresso votar.
  • Lei ordinária Maioria simples na Câmara e no Senado, com quórum mínimo.
  • Lei complementar Maioria absoluta: 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores. É o caso do arcabouço fiscal e da autonomia do BC.
  • PEC Três quintos em dois turnos nas duas Casas: 308 deputados e 49 senadores. Necessária para mexer em pisos, vinculações, estabilidade e emendas impositivas.
  • Nova Constituição Federação, voto, separação dos Poderes e direitos individuais são cláusulas pétreas: nem PEC muda.
  • Sempre no caminho STF, Banco Central autônomo, eleições a cada dois anos e um orçamento em que mais de 90% é obrigatório.

Escolas econômicas

Políticos Frases imaginadas, não são citações reais

Simulação educativa. As análises resumem como cada corrente costuma argumentar, não o que o site recomenda. As frases são ficção escrita para este exercício e não foram ditas pelas pessoas citadas.

Entenda a leitura

Transparência também
é mostrar os limites.

Metodologia completa ↗

O que entra nesta conta?

Governo Central: Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. O fluxo mostra receitas, sua repartição e despesas primárias. Não é o orçamento de todo o setor público.

Compare os anos com cuidado.

Use “Preços de 2025” para descontar a inflação. Antes de 2008, algumas despesas não têm abertura comparável. Renúncias são previsões do PLOA, com mudança de conceito em 2004 e cobertura previdenciária incorporada nesta base a partir de 2009.

Renúncia não é dinheiro em caixa.

Por isso, ela aparece fora do fluxo de arrecadação. Somá-la às receitas não estima quanto seria possível arrecadar ao eliminar os benefícios. Juros também ficam fora do gasto primário.