Antes da repartição de receitas
Governo Central do Brasil · 2025
Em 2025, a conta fechou no vermelho em R$ 951 bi.
O governo arrecadou muito, repassou uma parte, gastou mais do que sobrou e ainda pagou juros. Antes de discutir soluções, entenda os números.
Role para ver para onde vai cada realOs números
De onde vem e para onde vai o dinheiro público.
Mude o ano para ver como a conta mudou desde 2002. Toque nos fluxos para ver cada valor.
Repartição com estados e municípios
Despesas sem os juros da dívida
Entradas e saídas 2025
Detalhamento histórico limitado. De 2002 a 2007, saúde, transferências de renda e discricionárias estão incluídas em “Demais despesas”. Ausência de abertura não significa gasto zero.
Renúncias fiscais
Juros nominais
Juros do Governo Central, apropriados por competência pelo Banco Central.
Resultado nominal
Primário do Banco Central menos juros. A apuração difere da usada no fluxo acima.
Os números por trás do fluxo Tabela do ano selecionado
| Categoria | Valor · R$ bi | Participação |
|---|
E agora?
Quer saber como os grandes políticos e pensadores resolveriam a situação atual?
Eles discordam em quase tudo. Antes de ouvir cada um, veja onde eles estão no mapa das ideias.
Ver o mapaO mapa · Political compass
Esquerda e direita
é só metade do mapa.
A régua esquerda–direita mede uma coisa só: quanto o Estado deve mandar na economia. Ela não diz nada sobre quanto o Estado deve mandar na sua vida.
O political compass acrescenta um segundo eixo. Na horizontal fica a economia: à esquerda, o Estado planeja e redistribui; à direita, o mercado decide. Na vertical fica o poder: em cima, autoridade e Estado forte; embaixo, liberdade individual e poder descentralizado.
Na régua comum, Vargas e Mujica são “esquerda”. Mas Vargas fechou o Congresso em 1937, e Mujica, preso pela ditadura uruguaia, governou ampliando direitos civis. Thatcher e um anarcocapitalista são “direita”. Ela usou a força do Estado contra greves; ele quer abolir o Estado. Mesma direção, mundos opostos.
Repare também que a viabilidade cai nos cantos: quanto mais longe do centro, mais as propostas dependem de PEC ou batem em cláusula pétrea.
As posições são uma leitura editorial aproximada, não uma medida. A ideia vem do Nolan Chart (1969) e foi popularizada pelo site Political Compass em 2001.
Cada ponto tem um plano
Agora coloque cada um no comando do Brasil de 2025.
Os mesmos números, teses diferentes. Veja o diagnóstico, o que cada um faria e se o Congresso deixaria.
Ver as saídasAs saídas · Simulação com dados de 2025
E se eles governassem
o Brasil hoje?
Todos começam do mesmo ponto: estes cinco números. Cada um propõe o que faria, dentro do que o Congresso, a Constituição e o STF permitem.
As regras do jogo Quem precisa aprovar o quê
- Executivo Decreto, portaria, gestão ou decisão do Conselho Monetário Nacional. Medida provisória vale 120 dias até o Congresso votar.
- Lei ordinária Maioria simples na Câmara e no Senado, com quórum mínimo.
- Lei complementar Maioria absoluta: 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores. É o caso do arcabouço fiscal e da autonomia do BC.
- PEC Três quintos em dois turnos nas duas Casas: 308 deputados e 49 senadores. Necessária para mexer em pisos, vinculações, estabilidade e emendas impositivas.
- Nova Constituição Federação, voto, separação dos Poderes e direitos individuais são cláusulas pétreas: nem PEC muda.
- Sempre no caminho STF, Banco Central autônomo, eleições a cada dois anos e um orçamento em que mais de 90% é obrigatório.
Escolas econômicas
Políticos Frases imaginadas, não são citações reais
Simulação educativa. As análises resumem como cada corrente costuma argumentar, não o que o site recomenda. As frases são ficção escrita para este exercício e não foram ditas pelas pessoas citadas.
O que entra nesta conta?
Governo Central: Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. O fluxo mostra receitas, sua repartição e despesas primárias. Não é o orçamento de todo o setor público.
Compare os anos com cuidado.
Use “Preços de 2025” para descontar a inflação. Antes de 2008, algumas despesas não têm abertura comparável. Renúncias são previsões do PLOA, com mudança de conceito em 2004 e cobertura previdenciária incorporada nesta base a partir de 2009.
Renúncia não é dinheiro em caixa.
Por isso, ela aparece fora do fluxo de arrecadação. Somá-la às receitas não estima quanto seria possível arrecadar ao eliminar os benefícios. Juros também ficam fora do gasto primário.